segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O trauma da traição conjugal

A pergunta que eu estou mais frequentes feitas pelos visitantes a este site é "como eu posso superar o caso de meu cônjuge?" Depois de ter aconselhado milhares de casais com centenas de conflitos conjugais, estou completamente convencido de que a infidelidade do cônjuge é a experiência mais dolorosa que pode ser infligido em um casamento.

Aqueles que eu aconselhei que têm teve a infelicidade trágica de ter experimentado o estupro, abuso físico, abuso sexual de seus filhos, e a infidelidade têm consistentemente relataram-me que a infidelidade do cônjuge era a sua pior experiência. De ser convencido do impacto devastador da infidelidade, você só precisa passar por isso uma vez.

E, no entanto, mais de 50% de todos os cônjuges são vítimas de infidelidade, o que significa que um dos cônjuges, na maioria dos casamentos sofrerá a maior dor possível marital em algum momento durante suas vidas. Não é de admirar que eu recebo muitas cartas dessas vítimas da infidelidade.

Frustração é a principal causa da Infidelidade conjugal

A temida infidelidade conjugal é um assunto mais que recorrente na história afetiva e sexual da humanidade. Para os psicólogos, o desejo de trair nasce da frustração sexual, durante o relacionamento. Cristiane Melo, do Cesumar, diz que o desejo da relação extraconjugal quase sempre visa a suprir uma carência, mas isso tem mudado com o mundo virtual. "O anonimato e a privacidade da internet ajudam a romper fronteiras", diz.

Para Maricelma Bregola, da UEM, na maioria dos casos, a traição virtual fica apenas na imaginação e pode até ajudar a melhorar o relacionamento. "A internet permite brincar, imaginar, fantasiar e isso ajuda a viver a realidade complexa dos dias atuais. Não tenho qualquer estudo a respeito, mas penso que os relacionamentos pela internet, mesmo nos sites especializados, ficam restritos à fantasia", opina.

Maricelma destaca que os relacionamentos virtuais, quando não ultrapassam a tela do computador, podem sim ajudar a melhorar o casamento. "Cria novas possibilidades, permite a brincadeira, o exercício da imaginação e isso pode ser positivo. A internet abre muitas possibilidades, infelizmente a maioria nem sempre positivas, mas nos casos de relacionamentos, pode sim ajudar", ressalta.

sábado, 23 de outubro de 2010

Como superar uma traição

A fidelidade é um voto de lealdade que se faz quando duas pessoas vivem um relacionamento amoroso. Sendo assim, a traição se torna um tema de natureza complexa e delicada, pois leva a muitos sentimentos e ressentimentos, em especial no que diz respeito a uma quebra de confiança. “A notícia de uma traição pode provocar traumas profundos, até mesmo irremediáveis, dependendo do caso. Por outro lado, pode significar uma verdadeira oportunidade para crescimento e aproximação do casal que passa por uma crise”, avalia a psicanalista Karin Szapiro, de São Paulo.

É comum que um casamento passe por diversos ciclos ao longo de uma vida, com momentos em que os parceiros estão mais próximos compartilhando projetos comuns, como o nascimento de um filho ou a compra de um imóvel, e outros em que os parceiros estão mais ocupados com as próprias questões, vivenciando seus dramas e dificuldades particulares. “Existem vários motivos que podem estar por trás de uma traição: o desgaste de uma relação que acabou por se tornar um fardo; a perda de interesses comuns do casal; a falta de cumplicidade que cria um distanciamento; o desejo de sentir-se amado, pois parece não haver mais afetividade na relação; a busca de satisfação sexual quando há um descompasso no casal; a procura de algo novo ou uma aventura em uma fase mais depressiva da vida; baixa autoestima; desejo de vingança ou, até mesmo, uma paixão arrebatadora”, enumera.

É possível superar verdadeiramente uma traição? Sim, se ainda houver um sentimento verdadeiro de amor e o desejo de permanecerem juntos. Contudo, é preciso levar em consideração que a reconciliação pode ser vagarosa e difícil, pois algo foi quebrado e é preciso o amadurecimento dos parceiros para ultrapassar um momento tão doloroso e crucial na vida do casal. “Um grande esforço se faz necessário para que se possa lidar com as próprias mágoas e feridas, para reparar os danos e, por fim, para haver o restabelecimento do vínculo amoroso e da cumplicidade”, sugere Karin. Perdoar o outro, a si mesmo e dar uma oportunidade para um recomeço, a dois ou sozinha, é fundamental para a mulher atravessar esse momento difícil.

sábado, 31 de julho de 2010

Traição tem de se tornar algo público, diz Vivian do vídeo de Sorocaba

A descoberta de uma traição conjugal tem de ser tornar pública para que os infiéis sejam execrados pela sociedade, afirmou em entrevista ao Fantástico Vivian de Almeida Oliveira , 34, uma das protagonistas do vídeo “barraco de Sorocaba” que se tornou hit na internet.

O vídeo de oito minutos mostra uma conversa de acerto de contas entre Vivian e a sua melhor amiga e comadre Juliana Cordeiro, 33, também casada, que estava tendo um caso havia cinco anos com o seu marido, Cícero, 54.

“Há uma hipocrisia em dizer que isso [a descoberta da traição] pertence à família, que é um assunto que deve ser guardado em segredo”, disse Vivian, que é advogada.

“Por causa disso é que as pessoas aproveitam, porque nunca ninguém tem a coragem de divulgar [a infidelidade].”

Apesar de defender esse ponto de vista, ela disse que se arrependeu de ter colocado o vídeo na internet porque não esperava que ele fosse obter tão grande audiência. Mas deixou claro que faria de novo a gravação.

Ela disse que a sua intenção inicial era apresentar as imagens em um telão durante uma festa a familiares e amigos, incluindo Juliana e o seu marido. Mas afirmou que não teve sangue frio para esperar e colocou o vídeo no Orkut, ficando ali por menos de uma hora, mas já foi suficiente para que fosse copiado e logo estava no Youtube.

O advogado de Juliana disse que a sua cliente foi vítima de gravação clandestina, injúria e difamação, além do uso indevido de sua imagem. Mesmo assim, disse ele, até aquele momento Juliana ainda não tinha decidido se ia recorrer à Justiça contra a sua ex-amiga.

Vivian retrucou: “Eu também tenho direito a reparações, porque sofri danos morais, fui motivo de humilhação, de chacota na internet”.